<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523136503710060570</id><updated>2012-02-15T23:58:55.936-08:00</updated><title type='text'>Paty</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://patrylopes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrylopes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765062013874019033</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523136503710060570.post-6882129849517167109</id><published>2007-11-12T10:29:00.000-08:00</published><updated>2007-11-14T08:36:00.279-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Fundado em 1934 por António Torres, o GRUPO DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA é um representante ímpar do Folclore Português, quer pelas suas danças, quer pelo traje característico.&lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Ao longo dos seus 68 anos de existência tem sido considerado um dos grupos portugueses de maior autenticidade, pelo que a sua presença se tornou requisitada nos melhores festivais folclóricos deste país.&lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;É membro efectivo da Federação do Folclore Português, está filiado no Inatel, e é Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Esposende. Recebeu na Costa da Caparica, em 11 de Junho de 2000, das mãos do Senhor Secretário de Estado da Segurança Social, o "Troféu de Qualidade", primeiro prémio do Programa "Turismo Sénior 1999/2000", do Inatel, por ter sido classificado como o melhor Agrupamento Etnográfico.&lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;A sua actividade no estrangeiro estendeu-se a Espanha, França, Bélgica, Brasil, Suíça e muitos outros países.&lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;O sargaceiro não é um homem do mar, mas antes o agricultor que trabalha dia-a­dia no amanho das suas terras. Mas, quando surge a "mareada", volta costas à terra e, então, é vê-lo correr praia fora, mar dentro, as pregas da branquêta ondeadas pela marcha, lembrando o perfil de um guerreiro romano.&lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Enfia-se no mar, com água até à cintura, arrancando o sargaço às ondas encapeladas, numa tarefa árdua e perigosa que exige grande destreza de manejo e grande sangue-frio, para enfrentar as vagas. E assim, o sargaço, um composto de várias espécies de algas marinhas, depois de seco, é utilizado pelo agricultor-sargaceiro como fertilizante das suas colheitas.&lt;u1:p&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Em tempos idos, enquanto esperavam que o sargaço desse à costa - isto é o momento do "assejo" - a gente nova cantava e dançava na areia da praia, com a alegria tão característica das gentes da beira-mar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Ao qual eu faço parte....tocando  concertina...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523136503710060570-6882129849517167109?l=patrylopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrylopes.blogspot.com/feeds/6882129849517167109/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6523136503710060570&amp;postID=6882129849517167109' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default/6882129849517167109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default/6882129849517167109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrylopes.blogspot.com/2007/11/fundado-em-1934-por-antnio-torres-o.html' title=''/><author><name>Paty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765062013874019033</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523136503710060570.post-4019380966906023984</id><published>2007-11-12T10:28:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T10:29:01.638-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;img src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/caracterizacao.jpg" alt="" border="0" height="35" width="315" /&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;p&gt;Entre as diversas algas que, em conjunto, se designam por "sargaço", as mais frequentes no mar de Apúlia pertencem ao grupo das Feofícias, cuja designação corrente é de bodelha, botelho bravo, cintas, cordas ou correolas, folha de Maio, e taborra. Do grupo das Rodofícias apenas aparecem as algas vermelhas, conhecidas vulgarmente por guia ou francelha.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;São todas aproveitadas na agricultura, quer como fertilizantes, quer como produtos fito-sanitários.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A taborra, contudo, porque tem um alto teor de água é, normalmente, separada das outras espécies e utilizada em "verde", isto é, imediatamente após a apanha, sem ser submetida ao processo de secagem. É, por isso, usada essencialmente como fertilizante de prado, ou misturada na terra lavrada, antes de qualquer cultura ou sementeira.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;As algas vermelhas, depois de secas, são aproveitadas em farmácia e em cosmética e, ainda, nas indústrias de agar-agar e de plásticos.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Muito rico em cal, potássio, ácido fosfórico e azoto, o sargaço constitui um excelente adubo natural. Com a sua secagem o teor daquelas substâncias sobe consideravelmente, e apenas a água diminui em cerca de sessenta por cento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Maria da Conceição Matos, em quadro comparativo, apresenta os valores do sargaço "verde" ou fresco, e seco.&lt;/p&gt;  &lt;center&gt; &lt;strong&gt;Composição do Sargaço Fresco e Seco (%)&lt;/strong&gt; &lt;img src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/fresco-seco.jpg" alt="" border="0" height="223" width="269" /&gt; &lt;/center&gt;  &lt;p&gt;Mas o sargaço, com o seu extraordinário potencial biodinâmico, está subaproveitado devido ao desconhecimento de muitas das suas propriedades, e ao uso generalizado de produtos agro-químicos. Daí que só em Apúlia a apanha do sargaço assuma papel tão relevante, sendo tradicionalmente conhecida por "terra dos sargaceiros".&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Contudo, os técnicos agrícolas começam a reconhecer a necessidade de reduzir o uso de químicos no solo. Reconhecem, também, que o sargaço aumenta a resistência das culturas às doenças e parasitas, e melhora o sabor dos frutos e legumes, favorecendo a precocidade e abundância das culturas. É que, ao entrar em decomposição, na terra, faz aumentar consideravelmente a temperatura da fermentação aeróbica, e acelera a biodegradação de estrumes e folhas mortas, melhorando os solos demasiado ácidos, e tornando férteis extensas áreas arenosas e improdutivas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523136503710060570-4019380966906023984?l=patrylopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrylopes.blogspot.com/feeds/4019380966906023984/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6523136503710060570&amp;postID=4019380966906023984' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default/4019380966906023984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default/4019380966906023984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrylopes.blogspot.com/2007/11/entre-as-diversas-algas-que-em-conjunto.html' title=''/><author><name>Paty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765062013874019033</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523136503710060570.post-1663274377207613126</id><published>2007-11-12T10:26:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T10:27:03.528-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;img src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/indumentaria.jpg" alt="" border="0" height="33" width="247" /&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;img src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/traje.jpg" alt="" class="floatleft" border="0" height="432" width="250" /&gt; &lt;p&gt;A longa permanência dentro de água fria provoca, necessariamente, o arrefecimento do corpo.. Pensa-se que tenha sido esta a razão que levou o sargaceiro a adoptar a fazenda de pura lã, na sua côr natural, para a confecção da indumentária que usa na faina do mar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Branqueta&lt;/strong&gt; é o nome que designa o casaco de abas largas, tipo saio romano, até meio da coxa, cingido ao corpo até à cintura e alargando para baixo, em forma de saiote, de modo a deixar inteiramente livres os movimentos das pernas. É abotoado de alto a baixo por pequenos botões do mesmo tecido, grosseiramente feitos em "boneca" e remata, no pescoço, com gola baixa. As mangas são compridas e justas ao braço. A gola, os punhos e as frentes são debruados com pesponto grosso e largo, geralmente duplo ou triplo, formando barra. Sobre o peito, à esquerda, alguns sargaceiros fazem bordar, sempre com a mesma linha grossa e forte do pesponto, a sua inicial, ou qualquer outra sigla que o identifica. À cintura o sargaceiro usa largo cinto preto, de cabedal.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A branqueta é toda confeccionada à mão, com linha resistente, para suportar o embate das ondas.&lt;/p&gt;   &lt;img src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/indumentaria02.jpg" alt="" class="floatright" border="0" height="147" width="250" /&gt; &lt;p&gt;Na cabeça o sargaceiro usa o &lt;strong&gt;SUESTE&lt;/strong&gt; , espécie de capacete romano, com copa de quatro gomos reforçados e duas palas: uma, curta, na frente, e outra, mais larga e comprida, atrás. Deste modo é-lhe possível "furar" as ondas alterosas sem que a água lhe molhe a cabeça e o pescoco, e lhe penetre nas costas. Feito do mesmo tecido da branqueta, passa por diversas fases de impermeabilização e é, por fim, pintado com tinta branca. No cimo da copa leva, pintada a vermelho, uma cruz, e dos lados o nome de Apúlia e qualquer outra referência ao gosto do proprietário, habitualmente uma data.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A textura da &lt;strong&gt;branqueta&lt;/strong&gt; que, como já foi dito, é de pura lã, permite ao sargaceiro permanecer várias horas molhado mas conservando  a temperatura normal do corpo, enquanto se mantém em actividade.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A mulher sargaceira assume um papel secundário durante a mareada, já que o trabalho árduo e perigoso de enfrentar as ondas é da exclusiva responsabilidade do homem. Por isso a sua indumentária é mais delicada e, normalmente, apenas entra no mar com água até ao joelho, para ajudar o homem a arrastar para terra o &lt;strong&gt;galhapão&lt;/strong&gt; cheio de sargaço arrebatado ao mar. Assim, ela veste saia rodada, do mesmo tecido da &lt;strong&gt;branqueta&lt;/strong&gt;, bem cingida à anca por larga faixa preta, sarjada, e blusa branca, de linho. Um colete adamascado preto, sem mangas, e bordado a linha de seda em cores garridas, envolve-lhe o tronco e protege-lhe o peito. Na cabeça usa lenço de merino.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Quando sai de casa põe, nas costas, um xaile de merino à moda do Minho e, na cabeça, um pequeno chapéu preto, de feltro, de copa baixa, redonda e de abas estreitas, que leva, na frente, uma pequena moldura de prata, habitualmente com um espelho. Mas, sempre que a sargaceira está "comprometida" ou casada, retira o espelho da moldura e, no seu lugar, coloca a fotografia do seu amado; se mantém o espelho no chapéu é sinal de que é livre e "descomprometida".&lt;/p&gt;  &lt;img src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/traje02.jpg" alt="" class="floatright" border="0" height="180" width="116" /&gt; &lt;p&gt;A evolução dos tempos modernos, o aparecimento das máquinas agrícolas, a agitação da vida actual, fizeram com que a branqueta do sargaceiro e a indumentária da sargaceira fossem substituídas, nas "mareadas" da apanha do sargaço, por prosaicos e inestéticos casacos de oleado, para desencanto de tantos visitantes que demandam Apúlia para admirarem os sargaceiros.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com o &lt;strong&gt;Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia&lt;/strong&gt; está assegurada a preservação da indumentária tradicional da apanha do sargaço, já que existe a preocupação de respeitar a sua autenticidade nos menores detalhes.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523136503710060570-1663274377207613126?l=patrylopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrylopes.blogspot.com/feeds/1663274377207613126/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6523136503710060570&amp;postID=1663274377207613126' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default/1663274377207613126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default/1663274377207613126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrylopes.blogspot.com/2007/11/longa-permanncia-dentro-de-gua-fria.html' title=''/><author><name>Paty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765062013874019033</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523136503710060570.post-3605496894008176016</id><published>2007-11-12T10:18:00.000-08:00</published><updated>2007-11-12T10:26:23.624-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;Os utensílios&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/utensilios02.jpg" alt="" class="floatleft" border="0" height="215" width="130" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A apanha do sargaço processa-se de duas formas: de pé, fora ou dentro de água, até onde for possível penetrar no mar, e a bordo de embarcações.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;No segundo caso utiliza-se o &lt;strong&gt;arrastão&lt;/strong&gt;, constituído por um saco de rede com dois ou três metros de comprido, cuja abertura é uma armação de ferro em forma de rectângulo, por onde entra o sargaço que se vai depositando no seu interior, enquanto o barco se desloca. Os homens largam o &lt;strong&gt;arrastão&lt;/strong&gt;, segurando-o por um cabo, e seguem remando até que fique cheio. Despejam-no, então, no fundo do barco, e repetem a operação.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Este processo está hoje quase abandonado, até porque as "mareadas" de pé proporcionam abundância de sargaço e são de mais fácil e directa execução.&lt;/p&gt;  &lt;img src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/utensilios01.jpg" alt="" class="floatright" border="0" height="172" width="250" /&gt; &lt;p&gt;Na faina da praia, isto é, na apanha do sargaço de pé, é usado o &lt;strong&gt;galhapão&lt;/strong&gt;, um saco de rede de fio de sisal grosso e de malha larga (quatro a cinco centímetros), normalmente com dois metros e vinte centímetros de comprido, e preso a um arco de meia volta,de madeira de loureiro, carvalho ou salgueiro, cujas pontas são ligadas por um cordão, mantendo firme a sua curvatura, de cerca de metro e meio. Um cabo forte, de madeira, com cerca de dois metros de comprido, segura o &lt;strong&gt;galhapão&lt;/strong&gt;, a meio do arco.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;É este o utensilio principal da actividade da apanha do sargaço, e é com ele que o sargaceiro enfrenta as ondas do mar e, assim, arrebata as algas nelas envoltas.&lt;/p&gt; &lt;img src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/utensilios03.jpg" alt="" class="floatright" border="0" height="274" width="107" /&gt;  &lt;p&gt;Se o sargaço está mais denso e próximo da praia, e sobretudo se a maré não for muito viva, é também utilizada a &lt;strong&gt;graveta&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;gaiteira&lt;/strong&gt;, utensílio todo feito em madeira, de "dentes" e com "costa" de cerca de noventa centímetros de comprido à qual se prendem, por baixo, vinte "dentes" de trinta centímetros e, na horizontal, outros dez "dentes", estes mais pequenos, designados por "gaiteiros". O cabo da &lt;strong&gt;graveta&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;gaiteira&lt;/strong&gt; é preso a meio da "costa", e mede cerca de dois metros.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Com a &lt;strong&gt;graveta&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;gaiteira&lt;/strong&gt; o sargaceiro recolhe as algas que vai depositando no areal, fora do alcance das vagas. E  é daqui que as mulheres, com as &lt;strong&gt;carrelas&lt;/strong&gt;, transportam o sargaço para mais longe do mar, e o espalham em "camas" onde ficará a secar.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A &lt;strong&gt;carrela&lt;/strong&gt; é uma espécie de padiola de madeira de punho, com cerca de metro e meio de comprido por sessenta centímetros de largo, cujas "pernas" são ligadas por cinco paus redondos, formando o lastro.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Galhapão&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Graveta&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Carrela&lt;/strong&gt; são os utensílios indispensáveis na faina do sargaço que, ao contrário de outros, continuam, ainda hoje, a ser utilizados pelos sargaceiros.&lt;/p&gt; &lt;center&gt;&lt;img style="width: 128px; height: 164px;" src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/utensilios04.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/casa/DEFINI%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523136503710060570-3605496894008176016?l=patrylopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrylopes.blogspot.com/feeds/3605496894008176016/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6523136503710060570&amp;postID=3605496894008176016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default/3605496894008176016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default/3605496894008176016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrylopes.blogspot.com/2007/11/os-utenslios-apanha-do-sargao-processa.html' title=''/><author><name>Paty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765062013874019033</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6523136503710060570.post-2396660000309278089</id><published>2007-11-06T05:10:00.000-08:00</published><updated>2007-11-14T08:41:34.004-08:00</updated><title type='text'>Alcinda</title><content type='html'>&lt;p&gt;Coordenadora: Laurentina Torres&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Presidente: Elisabete Maria Oliveira&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Director: Isidro Reina&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O nome de Apúlia surgiu quando os romanos chegaram à Apúlia e repararam que esta terra era parecida com a Apúlia de Itália e então decidiram dar o nome da terra deles a esta terra....É por isso que existe Apúlia portuguesa e Apúlia italiana.....&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A roupa do guerreiro romano e idêntica à do homem sargaceiro, foram eles que deram o traje ao guerreiro romano.......&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ligado ao mar e ao sargaço, o folclore, em Apúlia, assume características muito específicas, e únicas no litoral português.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aqui, o agricultor-sargaceiro, sempre que o movimento das marés prenuncia a aproximação de uma boa "mareada", larga toda a sua actividade nos campos e vai para a praia. Mas, por vezes, a espera pelo "assejo" - o momento exacto em que o mar arroja a terra as primeiras algas dando lugar, então, ao ínicio da "mareada" - pode ser longa, e há que preencher esses tempos mortos.&lt;/p&gt;&lt;img class="floatright" alt="" src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/gscpa01.jpg" border="0" height="202" width="330" /&gt; &lt;p&gt;A expectativa de mais um dia grande e enriquecedor, torna as pessoas alegres e folgazãs, e todos dão largas à ansiedade que os possui. Logo aparece alguém a tocar concertina, outros cavaquinho, viola, ferrinhos, bombo e reque-reque e a festa acontece. Homens e mulheres, principalmente os mais novos, juntando-se aos pares, ou em roda, cantam e dançam com a alegria bem característica das gentes da beira-mar. Decorrido algum tempo é necessário prestar atenção ao mar, não vá o lençol de sargaço ter-se já aproximado de terra, e o "assejo" estar iminente. Pára a dança. As mulheres sentam-se, lânguidamente, na areia da praia; os homens, de pé, observam atentamente o comportamento do mar. Se o lençol de sargaço que se vai formando ao longe ainda demora a aproximar-se da costa, a dança recomeça com a mesma alegria e vigor. Até que, a determinado momento, alguém grita a plenos pulmões "&lt;strong&gt;ARGAÇO&lt;/strong&gt;" - e a festa acaba ali para dar lugar à "&lt;strong&gt;mareada&lt;/strong&gt;" - quatro horas de labuta constante, no afã de ser arrecadado todo o sargaço possível.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cada homem, munido do "&lt;strong&gt;galhapão&lt;/strong&gt;" ou da "&lt;strong&gt;graveta&lt;/strong&gt;" corre para o mar, enfrenta as vagas, até onde lhe for possivel, sem colocar em risco a sua segurança, e vai arrecadando as algas nelas envoltas. A mulher retira o xaile e o chapéu, coloca-os em lugar resguardado, sobre a areia, e aguarda na borda do mar o momento de ajudar o sargaceiro que vem a terra com cada carga de sargaço.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A apanha do sargaço que, como se diz antes, assume em Apúlia características únicas, fez com que o sargaceiro fosse considerado, há longos anos, o &lt;strong&gt;ex-líbris&lt;/strong&gt; do concelho de Esposende.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em Agosto de 1934 realizava-se no Palácio de Cristal, no Porto, a GRANDE EXPOSICAO DO MUNDO PORTUGUÊS, onde deveriam fazer-se representar as províncias ultramarinas portuguesas e todos os concelhos do País. O concelho de Esposende enviou uma delegação composta por sessenta sargaceiros - trinta homens e trinta mulheres - por considerar a originalidade e autenticidade do traje que, tudo o indica, parece remontar ao período da ocupação da Península pelos romanos, e ainda pela actividade agro-marítima que representava: &lt;strong&gt;a apanha do sargaço&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="" src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/gscpa02.jpg" border="0" height="191" width="300" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;The National Geographic Magazine February, 1938&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;p&gt;E a delegação do concelho de Esposende a todos surpreendeu e encantou, pelo garbo dos homens e pela beleza das mulheres.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;ANTÓNIO TORRES&lt;/strong&gt;, responsável por aquela delegação, decidiu, então, dar-lhe continuidade. E assim foi fundado o "GRUPO DOS SARGACEIROS DE APÚLIA".&lt;/p&gt;&lt;img class="floatright" alt="" src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/gscpa03.jpg" border="0" height="242" width="259" /&gt; &lt;p&gt;ANTÓNIO TORRES, à época Presidente da Junta de Freguesia, era um homem dotado para as letras e para a música e, por isso, amante e cioso da cultura tradicional da sua terra, lançou-se com entusiasmo na pesquisa e recolha das danças e cantares ligados a Apúlia e à apanha do sargaço, organizando, assim, o repertório do Grupo Folclórico, e que se mantém até aos dias de hoje, sem alterações nem plágios. Contou, para tal, com a ajuda do Conde de Villas Boas, então comandante do porto de Leixões, e do escritor e etnógrafo esposendense Manuel de Boaventura, dois grandes admiradores de Apúlia e dos sargaceiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em 1940 é também fundada por aquele apuliense a Casa do Povo local, onde o Grupo Folclórico é integrado e passa a designar-se, até aos dias de hoje, "GRUPO DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO DE APÚLIA".&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="" src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/gscpa04.jpg" border="1" height="163" width="250" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lormes - Nevers - FRANÇA (1999)&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="" src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/gscpa05.jpg" border="1" height="161" width="250" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ponta do Sol - MADEIRA (2001)&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;p&gt;Durante a sua já longa existência são numerosos os factos dignos de referência. Registam-se, no entanto, alguns que se consideram determinantes na vida dos "&lt;strong&gt;SARGACEIROS&lt;/strong&gt;": Apuramento na l.a Olimpíada Europeia de Folclore, em 1956; 1.° Prémio da "Taça Abril em Portugal", em 1968; Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Esposende, em 1993; Participações na Expo/98, em representação do Inatel, com o espectáculo "Evocação do Mar", e em representação da Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende; "Troféu de Qualidade" do Inatel, em 2000; Deslocações a Espanha em 1973, 2000, 2001, 2003; a França em 1983,1984,1987, 1988, 1998, 1999; ao Brasil em 1992; à Bélgica em 1998; à Madeira em 2001.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É Membro Efectivo da Federação do Folclore Português, e Centro Cultural e Desportivo do Inatel (CCD), inscrito sob o N.° 3331.&lt;/p&gt;&lt;img class="floatleft" alt="" src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/gscpa06.jpg" border="1" height="161" width="250" /&gt; &lt;p&gt;Para assegurar, na população jovem, o gosto e orgulho por esta cultura própria, existe há vinte anos o Grupo Infantil, com cerca de sessenta crianças, de idades compreendidas entre quatro e doze anos, e que, em sessões semanais, vão aprendendo, a brincar, os usos e costumes tradicionais ligados à faina do sargaco, as danças e os cantares dos sargaceiros.&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li class="none"&gt;AS DANÇAS E OS CANTARES&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Povoação localizada mais a sul da província do Minho e limite desta com o Douro Litoral, as danças detêm características de transição e revelam afinidades com as terras maiatas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Adoptam, aqui, os nomes tradicionais Malhão, Chula, Cana-Verde, Vira, Vareira, Regadinho, etc. Mas nenhuma destas danças se identifica com outras de igual nome dançadas no Minho, no Douro ou nas Beiras.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Aqui, os passos de dança dos sargaceiros assemelham-se aos movimentos das ondas do mar, ora rápidas e alterosas, ora calmas e deslizando suavemente.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, todas têm dois momentos: enquanto o cantador faz ouvir a sua voz, os dançadores movem-se devagar, em passos suaves, braços ao longo do corpo; quando o cantador se cala, para dar lugar ao coro, ou à música mais intensa, logo os braços se levantam e todos imprimem, então, à dança, celeridade e vigor, tal como o vai-vém das ondas do mar em maré viva.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mar e o sargaço, o amor e a saudade, são uma constante nos cantares dos sargaceiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na execução musical predomina o som da concertina, acompanhada dos cavaquinhos, viola braguesa e viola-baixo, ferrinhos, reque-reque e bombo.&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;img alt="" src="http://www.sargaceiros.com.pt/images/gscpa07.jpg" border="1" height="160" width="250" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;ul&gt;Por todo o País, e pelo estrangeiro, a sua actividade tem sido constante, quer em festivais, quer em representações etnográficas. &lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;É, reconhecidamente, um representante ímpar do folclore do litoral da Região do Baixo-Minho, quer pelas suas danças, quer pelo traje característico. É considerado, quer pelos etnógrafos, quer pela Federação do Folclore Português, um dos Grupos de maior autenticidade, pelo que a sua presença se torna requisitada nos maiores festivais de folclore do País. Pedro Homem de Mello escreveu: "&lt;strong&gt;Em Apúlia tudo é verdadeiro... até o traje&lt;/strong&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6523136503710060570-2396660000309278089?l=patrylopes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://patrylopes.blogspot.com/feeds/2396660000309278089/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6523136503710060570&amp;postID=2396660000309278089' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default/2396660000309278089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6523136503710060570/posts/default/2396660000309278089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://patrylopes.blogspot.com/2007/11/alcinda.html' title='Alcinda'/><author><name>Paty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05765062013874019033</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
